Oficina realizada na Universidade Federal do Amazonas em parceria com a WCS-Brasil irá discutir a importância do monitoramento e inventário das ilhas fluviais do Rio Negro. O evento será realizado em 4 e 5 de agosto na Sala da Biblioteca do Prédio da Pós Graduação FCA – ICB (UFAM).
Bases científicas para o monitoramento e inventário de biodiversidade no sistema de ilhas fluviais do Rio Negro
Um importante, mas negligenciado, componente das paisagens na Amazônia são os hábitats naturais de características insulares ou “ilhas de hábitats” como ilhas fluviais, manchas de cerrados e campinas e topos de montanhas. Hábitats de distribuição insular ocupam pequenas porções do território amazônico, hospedam inúmeras espécies endêmicas e são mais susceptíveis a extinções e degradação ambiental, tornando a investigação da biodiversidade destes hábitats de grande relevância para a conservação.
As vegetações sazonalmente alagáveis pelos grandes rios da Amazônia ocupam grande extensão de área e hospedam um subconjunto distinto de espécies comparado a outros ambientes como as extensas florestas de terra firme interfluviais. Dentre os distintos hábitats que ocupam a planície alagável na Amazônia, as ilhas fluviais se destacam pela expressiva extensão de área em alguns rios. Os maiores arquipélagos fluviais do planeta, por exemplo, se localizam na bacia do Rio Negro. Apesar das ilhas fluviais serem um componente conspícuo das paisagens alagáveis amazônicas, poucos estudos tem investigado a biodiversidade deste tipo de hábitat.
OBJETIVOS
i) Divulgar os resultados de alguns estudos recentes realizados no sistema de ilhas de rios amazônicos, com ênfase no Rio Negro;
ii) Divulgar propostas de trabalho de pesquisa com biodiversidade na região do Rio Negro, com ênfase nas unidades de conservação;
iii) Estimular pesquisadores em desenvolver seus estudos nos sistemas de ilhas fluviais do Rio Negro
iv) Levantar justificativas para os inventários e monitoramentos de biodiversidade das ilhas fluviais do Rio Negro;
v) Identificar critérios para escolha de ilhas e grupos biológicos a serem monitoradas e/ou inventariadas;
DATA: 4 e 5 de agosto de 2016
LOCAL: Prédio da Pós Graduação FCA – ICB (Sala da Biblioteca – 1º Andar)
***
PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR
PRIMEIRO DIA (4 de agosto de 2016)Manhã
Abertura - 9:00 – 9:30
a. Apresentação dos participantes
b. Introdução ao evento: objetivos e métodos
MESA REDONDA 1: Paisagens e geologia
Diversidade dos sistemas ecológicos insulares da Amazônia
Sérgio Borges (UFAM/INPA) - 9:30 – 9:45
Características paisagísticas dos arquipélagos do Rio Negro
Marcelo Moreira (FVA) - 9:45-10:00
Evolução geológica do baixo curso do Rio Negro com foco na origem e desenvolvimento do Arquipélago de Anavilhanas
Emílio Soares (UFAM) – 10:00 – 10:15
Debates/Merenda: 10:45 – 11:00
MESA REDONDA 2: Biodiversidade I
Comunidades de aves em ilhas do Rio Negro: variação na composição e efeitos de área e isolamento
Sérgio Borges (UFAM/INPA) - 11:00 – 11:15
Diversidade genética de aves nas ilhas do Rio Negro
Erik Choueri (INPA) - 11:15-11:30
Ilhas fluviais são ilhas verdadeiras para mamíferos? Um estudo de caso em ilhas do Rio Solimões
Rafael Magalhães Rabelo (INPA) - 11:30-11:45
Debates: 11:45 – 12:30
Almoço: 12:30-14:30
Tarde
MESA REDONDA 3: Biodiversidade II
A importância dos arquipélagos fluviais para a pesca no baixo e médio Rio Negro
Guillermo Estupinan (WCS) - 14:30 – 14:45
Ecológica de crocodilianos no Arquipélago de Anavilhanas
Ronis Da Silveira (UFAM)) - 14:45-15:00
Comunidades de plantas em matas alagáveis do Rio Negro com ênfase nos sistemas insulares
Maria Tereza Piedade/Jochen Schugart (INPA/Max Planck) - 15:00-15:15
Debates/Merenda: 15:15 – 16:00
MESA REDONDA 4: Articulações institucionais
Demandas de pesquisa para o plano de manejo do Parque Nacional de Anavilhanas
Priscila Santos/ Enrique Salazar (ICMBIO) - 16:00 – 16:15
Iniciativas de monitoramento de biodiversidade no Mosaico do Baixo Rio Negro (MBRN)
Karl Didier (WCS) – 16:15 - 16:30
Perspectivas e projetos de conservação para o Rio Negro
Carlos C. Durigan (WCS) - 16:30 - 16:35
***
SEGUNDO DIA (5 de agosto de 2016)
A proposta do segundo dia é abrir um debate no sentido de identificar as melhores estratégias para o estudo da biota das ilhas fluviais do Rio Negro. Neste debate esperamos identificar:
justificativas para indicar determinados grupos taxonômicos para inventários e/ou monitoramento;
critérios para escolhas de sítios para amostragem com foco em monitoramento ou inventário;
questões biológicas e abordagens estatísticas para um bom desenho de amostragem da biota insular;
arranjos institucionais para captar recursos humanos e financeiros para desenvolver estudos de monitoramento e inventários de biodiversidade nas ilhas do Rio Negro.
Para articular melhor o debate, os participantes serão divididos em 3-4 grupos e cada grupo debaterá um tema específico subsidiado por perguntas orientadoras por cerca de 1 hora. O debate dentro do grupo será documentado por um relator. Após a fase de debate, cada grupo apresentará um resumo das discussões em plenário.
As discussões em plenário e nos grupos servirão de base para se elaborar um relatório final do evento que será distribuído entre os participantes. Não temos a pretensão de finalizar o evento com um projeto específico integrando todos os participantes. Esperamos que as discussões e o relatório final sirvam como um marco lógico para futuros projetos individuais ou coletivos para se investigar a biodiversidade do sistema de ilhas fluviais do Rio Negro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário